SIMULACRO

em colaboração com Carminda Soares

SINOPSE

“Simulacro” é um exercício de intimidade, repetição e resistência.

Dois corpos em ação contínua exploram os limites da sua proximidade através da natureza degenerativa do gesto. Cria-se um espaço difuso entre o real e o encenado, entre o público e o privado, potenciando-se estados de vulnerabilidade, expectativa e tensão.

“Simulacro” parte de um conjunto de ações e gestos presentes no quotidiano das duas intérpretes, atravessado por fragmentos de memórias partilhadas,

num exercício lento de transformação dos corpos e das suas pulsões.

O projeto está desenhado para ser apresentado em teatros, em espaços não convencionais e em espaço público.

Vídeo por Tatiana Saavedra e Andreia Pereira da Silva

Em cena dois corpos reproduzem um conjunto de gestos duracionais num exercício de intimidade, tensão e resistência.

Estabelece-se um território de gestos que servem como vestígios de memórias, fragmentos de encontros, aproximações, simulações de um possível diálogo. A repetição surge para pensar o gesto como matéria em constante transformação e consequente desgaste, e como instrumento de redefinição do tempo e espaço.

A peça constrói-se em volta de um ambiente de total intimidade, intensificado através do uso de headphones por parte dos espetadores, o que permite uma escuta mais atenta da composição sonora de Antonio Marotta e que coloca o ato de assistir e ouvir no mesmo grau de proporção. Ao mesmo tempo, o uso de headphones inibe a audição do ruído e da respiração dos corpos, marca tão característica das artes de palco contemporâneas, reclamando um espaço de maior ficção, colidindo e questionado a ideia de real.

Além de tudo isto, “Simulacro” propõe um formato cénico que coloca a plateia frente a frente, em confronto e observação constante com ela mesma, ativando assim um conflito entre público e privado, intimidade e coletivo.

O projeto situa-se dentro do campo das artes performativas, trabalhando a intersecção entre o circo e a dança, propondo um diálogo transdisciplinar. Este encontro entre Margarida Montenÿ e Carminda Soares é também uma forma de pensar a interação e relação de dois corpos vindos de contextos artísticos e práticas de trabalho distintos, procurando momentos de associação e conflito. Este é um encontro das trajetórias das duas criadoras, atravessado por uma relação amorosa que mantêm há seis anos. Assim, e como primeiro trabalho em conjunto, pretende-se questionar não só os limites do corpo, como o limite da intimidade de corpos não hetero-normativos num espetáculo pensado tanto para palco como para o espaço público.

APRESENTAÇÕES:

  • La Fundicion, Bilbao, Espanha

  • HERE : Vitlycke Centre for Performing Arts, Sweden

  • Cine Teatro de Gouveia

  • Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso

  • Dança Invisível, Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira

  • Arquipélago, Festival Paralelo, Ponta Delgada

  • Festival Y#20 | Quarta Parede, Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco 

  • Festival Asterisco, Porto

  • LesTime, Genebra, Suiça

  • Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

  • Corufest – Teatro Colón, Coruña, Espanha

  • CineTeatro António Lamoso, Sª Maria da Feira

  • Teatro Aveirense

  • DESFOGA, A Cultural, Cambados, Espanha

  • Ocupar a Velga, Valezim

  • Theatro Circo, Braga

  • Festival CUMPLICIDADES, Centro Cultural de Belém

  • Festival CUMPLICIDADES, Centro Cultural de Belém

  • GreTUA, Aveiro

  • Seixal

  • Teatro Virgínia, Torres Novas

  • Outdoor Arts Portugal Showcase em paralelo com o Dive#2, evento internacional da Circostrada Network e Festival LEME, Ílhavo.

  • Pax-Júlia, Beja , Festival das Marias

  • Cineteatro Marques Duque de Mértola, Festival das Marias

  • Festival RASCUNHO, Évora

  • Teatro das Figuras, Faro

  • Teatro do Campo Alegre, Porto

Fundo preto com linóleo branco. Close - up nos membros inferiores. Separadas e com um pé em frente do outro.

FICHA ARTÍSTICA

Composição musical: Antonio Marotta

Desenho de luz: Out Cube – João Monteiro

Assistência de iluminação: Ricardo Pinto e Francisco Monteiro

Coprodução: Instável – Centro Coreográfico/Teatro Municipal do Porto; Teatro das Figuras

Apoio à criação: FICHA TRIPLA | PRODUÇÃO D’FUSÃO

Apoio à residência: Colecção B; CRL – Central Elétrica; Casa Municipal da Cultura de Seia; Centro Cultural do Cartaxo; Theatro Circo no âmbito da parceria com Instável – Centro Coreográfico; TUP -Teatro Universitário do Porto; Campus Paulo Cunha e Silva

Apoios financeiros: Fundação GDA; Campus Paulo Cunha e Silva; Theatro Circo no âmbito da parceria com Instável – Centro Coreográfico; República Portuguesa – Ministério da Cultura

Registo fotográfico: Sara Ferreira

Registo vídeo: Tatiana Saavedra; Andreia Pereira da Silva

Duração: 45 minutos

Classificação etária: +6

” un espacio donde lo íntimo se vuelve visible a través de la resistencia: dos presencias constantes que se mueven cerca, que se rozan sin tocarse del todo, atrapadas en un ciclo de tensión y vulnerabilidad. La propuesta es densa, minimalista y emocionalmente precisa. No busca impacto inmediato, sino dejar una huella lenta. “

“Como réplicas de um terramoto que atravessa cada corpo, os movimentos repetitivos e em sincronia potenciam momentos de tensão e resistência, mas também de poética e vulnerabilidade.”

LES CORPS DANSANTS 

“Simulacro” é um exercício de intimidade, repetição e resistência, em colaboração com Carminda Soares