Vanda R. Rodrigues / Antípoda
Este espectáculo propõe um dispositivo não capacitista e busca que as acessibilidades sejam consideradas no processo de criação e não como recurso acessório da apresentação. Assim, recorre-se à língua portuguesa e língua gestual portuguesa para a criação de um espectáculo bilíngue, integra-se a audiodescriçãona criação do texto, e ambiciona-se que as movimentações e os estratos interpretativos – conscientes da sua impossibilidade – possam abranger todos os corpos e todas as percepções.
Em cena, o representativo vai dando lugar à abstração e a palavra vai dando lugar ao som e ao gesto… E tudo cai para dar lugar ao silêncio e à contemplação.
Este caminho de desconfiguração é apresentado no texto dito pela actriz, na audiodescrição integrada e na estilização do movimento cénico e da língua gestual portuguesa.
“Paisagens Inúteis” é um espetáculo bilingue (Língua Portuguesa e Língua Gestual Portuguesa) que ousa considerar todas as capacidades como pretexto para aceder e dialogar com a paisagem. Almeja ser acessível e falha, orgulhoso da sua tentativa. É um caminho real e metafórico na direção do horizonte. É uma odisseia: inútil e inutilista. Até lá, diversas são as paragens, ou serão paisagens?
Espetáculo com Audiodescrição (AD) e Língua Gestual Portuguesa (LGP)



APRESENTAÇÕES:
21 e 22 de Junho de 2024 – Jardins do Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
26 de Junho de 2024 – Mata do Fontelo, Viseu
24 de Setembro de 2024 – Jardim Público de Évora
17 de Maio de 2025 – Quinta do Conde
5 de Julho de 2025 – TAGV, Coimbra
2 de Maio de 2026 – Montemor-o-Novo